Saiba como economizar energia nas ETES

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O fator primordial para economizar energia nas estações de tratamento de efluentes está relacionado ao uso de tecnologias que demandam baixo consumo.

Reduzir custos costuma ser a principal providência de empresas em tempos de crise econômica. E quando o assunto é economizar energia elétrica, a necessidade vai além do aspecto econômico e recai também sobre o aspecto ambiental, uma vez que a produção requer o uso de recursos naturais e geração de impactos na natureza. Por isso, optar por sistemas econômicos de redução de energia é sempre o melhor caminho.

No caso das Estações de Tratamento de Efluentes (ETE), o uso de energia elétrica no processo de tratamento biológico é usualmente o mais representativo na planta, o que justifica sempre a busca por tecnologias e equipamentos que proporcionem um menor consumo.  A alternativa de utilização de sistemas de aeração por ar difuso tem se mostrado a mais eficaz para essas aplicações. Atualmente, a maioria quase absoluta das novas plantas, sejam industriais ou sanitárias, contam com esse tipo de sistema, não somente aqui no Brasil, mas também na Europa, América do Norte e Oceania.

Utilizado com o objetivo de fornecer oxigênio à biomassa em processos de oxidação de carga orgânica dos mais variados tipos, esse sistema consome até 50% menos energia do que os aeradores mecânicos, por exemplo, quando instalados em profundidades superiores a 3,0 m.

É possível a utilização do sistema de aeração por ar difuso em tanques e lagoas que utilizem processos de lodos ativados, reatores de membrana (MBR), lagoas aeradas, digestores de lodo, processos de mistura e remoção de nutrientes, entre outros. Além dos tanques e lagoas, também é possível utilizar esse sistema em valos e canais, independentemente do formato geométrico ou material construtivo.

Como o sistema de aeração por ar difuso pode economizar energia nas ETES

No sistema de aeração por ar difuso, a transferência de oxigênio ocorre por contato entre as microbolhas produzidas pelos difusores e o efluente. Quanto maior for o tempo de contato e quanto menor for o tamanho da bolha, maior será a eficiência de transferência de oxigênio, o que por sua vez, significará menor potência instalada (sopradores). É essa característica que permite economizar energia em 50%, possibilitando o retorno do investimento nesse sistema em até um ano.

Já no sistema de aeração mecânica, o oxigênio é introduzido no líquido através da ação das hélices que expõem as pequenas partículas do efluente à atmosfera, ou através da injeção de ar atmosférico, provocando a transferência de oxigênio para o meio, o que demanda uma necessidade maior de energia. Por não depender da mesma forma de injeção que aeração por ar difuso, os aeradores mecânicos têm, normalmente, baixo desempenho em profundidades superiores a três metros.

Fábrica de papel consegue economizar energia em sua estação de tratamento de efluentes

Com o intuito de melhorar as ações de desenvolvimento sustentável e reduzir seus impactos ambientais, há mais de 10 anos fabricante de papel e celulose em Santa Catarina- investiu na ampliação de sua Estação de Tratamento de Efluentes.

A empresa escolheu utilizar o processo do tipo lodo ativado por aeração prolongada, passando a usar, também, a areação por ar difuso, especialmente para garantir o suprimento de oxigênio no fundo das lagoas. A empresa já utilizava o sistema por aeração mecânica e, com os novos investimentos, as lagoas anaeróbias passaram a adotar o novo sistema.

A mudança significou uma economia de 52% do consumo de energia elétrica em sua estação de tratamento de efluentes. Como isso foi possível? Para suprir a necessidade de oxigênio dissolvido nas lagoas, caso se optasse pelo sistema de aeração mecânica, seria necessário o incremento de mais 45 aeradores.

Isso resultaria em um consumo de energia equivalente a 1.075 CV de potência instalada. Em contrapartida, com o novo sistema de sopradores de ar e difusores, foi necessário instalação de três equipamentos com potência instalada total de 525 CV.

Além de economizar energia, a empresa manteve um fator de potência ideal com um ganho significativo de mistura completa, evitando a formação de zonas sem movimentação ou depósito e mantendo o oxigênio dissolvido constante dentro de 1,6 e 2,5 mg/L.